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O QUE É RESPONSABILIDADE AFETIVA?

Começamos a ter responsabilidade afetiva quando prestamos atenção em quem está conosco.  Quando reparamos os sentimentos do outro e não colocamos os nossos acima. Cuidar é trazer afetos nos gestos. É o que desperta o amor pelo qual estamos dispostos a somar sendo responsável pelas consequências das próprias escolhas e sentimentos.

“É impossível ser feliz sozinho…” assim canta Tom Jobim. Então por que afinal encontramos tanto sofrimento e competitividade ao nos relacionar? Talvez nossa insegurança e a vulnerabilidade que sentimos ao nos relacionar nos leve a passar pela vida sem aplicar a responsabilidade afetiva em formar vínculos saudáveis.
A responsabilidade afetiva ao meu ver é a “bússola” que norteia nossos relacionamentos e atrai vínculos saudáveis.

Mas como me tornar responsável afetivo?
Você sabia que quando ultrapassamos 30 minutos diários nas redes sociais aumentamos nosso risco de apresentar sinais de solidão e depressão?

A questão é muito mais da qualidade de tempo que passamos na internet. Não dá para lidar o tempo todo com aquela sensação de que só sua vida não é perfeita, de que só você não está rodeado de amigos nas melhores festas ou fazendo viagens incríveis.
Se prestarmos atenção vamos perceber que online nos esquecemos de alguns códigos de respeito mais presentes nas relações offline. Como parar este fenômeno? Não basta apenas desligar o celular ou sair de duas das cinco redes sociais que você provavelmente tem perfil.

Solidão tem mais haver com sentimento do que com um fato real. Não sabemos curtir a própria companhia e muito menos sentir prazer nas coisas que fazemos enquanto ninguém está por perto. Olhar para dentro de si a fim de resolver alguma questão faz parte do desenvolvimento da responsabilidade afetiva.

Sabemos o quanto cômodo e protetivo é a virtualidade relacional, mas na condição de seres humanos é necessário estar em “contato” com nossas emoções reais para fazer uso delas com responsabilidade afetiva.
Nossa responsabilidade afetiva é construída ao experimentar as emoções decorrentes do “contato” que forma a experiência. Nem a mais avançada tecnologia substitui a produção bioquímica de bem-estar ocasionada durante um abraço apertado daqueles que nos são caros. Basta estarmos inteiramente presentes neste abraço, conscientes, que sentiremos o quanto nos traz bem estar.

Antes de compartilhar afetos tão preciosos e significativos temos que nos experimentar e nos reconhecer. Existem várias formas de se auto reconhecer afetivamente, a mais assertiva que utilizo e também ofereço é a psicoterapia.
Esta inversão está nos adoecendo e muitas vezes a solidão nos fere e nos cura. Ao nos afastarmos evitamos o dano maior que é o se sentir repudiado, inadequado e incapaz.

Para buscar o reconhecimento preciso saber o que considero reconhecimento. Para tanto tenho que me tornar responsável afetivamente por mim mesmo.
Isto é experiência e depende da atitude consciente que formamos em terapia.
Aprenda a ser responsável afetivamente fazendo terapia.

“Todo mundo merece ficar bem e se sentir amado”.